sexta-feira, 27 de abril de 2012

Amor Individual

Meu sentimento esta voando agora,
Uma vontade de chorar nem sei de onde,
Pois aquilo que o peito esconde
Nunca! Jamais jogarei fora!
Essa falta que eu sinto doutros tempos,
É quem fabrica essa ilusão incontrolável,
A dor passou no limite do aceitável,
E só reforça o baldão do sofrimento.

Sinto sua falta e, não é pecado!
Solidão a gente Acostuma quando vive,
Amor igual... acho que jamais eu tive,
Mas de efêmero deu-se por acabado.
Meu sorriso se esconde uma leveza,
Sua voz inda gravada em meu ouvido,
E tudo que depois tenho vivido,
Pois encontrar-te vou com toda certeza.

Pois se os mares mais revoltos se amansam,
E se a vida mais mendiga se enriquece.
Se todo aquele que é são sempre enlouquece,
E os sentimentos separados inda se amam.
Dos deboches destes versos tão cretinos,
Não há cura que me exponha uma virtude,
Pois se um dia te amar ainda eu pude,
Peço a Deus por novos ventos do destino.

Sei que nem pensas em mim ou estou errado?
Sei que fui e sempre serei uma lembrança,
Qual o primeiro amor de uma criança,
Que num velho baú se põe guardado.
Se um dia me olhar com paciência,
Verás rugas de amor que eu conquistei.
De todos os amores que um dia eu deixei,
Para então buscar-te na completa sapiência.

Digo isto, pois amor é individual!
É só meu e eu guardo com carinho,
Não vou morrer largado e sozinho,
Pois há amor para livrar-me deste mal.
Gilberto Magalhães

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