domingo, 22 de abril de 2012

POEMA SEM NOME DO REI SEM TRONO.

Meus versos continuam com tristeza,
Na saudade do que um dia eu deixei..
Tenho pagado com dor na aspereza,
Em toda culpa que um dia me culpei.
Quanto tempo ainda tenho nessa vida?
Debalde me calo e vou vivendo,
Encontrarei sozinho, a ilusão perdida?
Ou ficarei e pouco a pouco. ... Morrendo?

Esses olhos hoje enchem-se de umidade,
Nessa balda que insisto de chorar,
Tenho nas mãos minha real felicidade,
Nesse medo covarde de mudar.
Sempre fui o grande dono da verdade,
Que na verdade não sei para quê servia,
Todo rei um dia perde a majestade,
E a minha pro amor se renderia.

Hoje não sei qual a minha identidade,
Nem da coragem; minha maior virtude,
Perdi com o tempo minha vaidade,
Não creio que a essa ‘ltura tudo mude.
Não me culpe, não faço isso sozinho,
Defecando meu olhar de prepotência,
Desisti de encontrar o meu caminho.
De ter perdão ou ganhar mais sapiência.

Enfim nessa revolta onde me vejo,
Entraste tão linda e esperançosa,
Que eu num libertar de leve arpejo,
Fazer-te ia um dia mais ditosa.
Ora! Quem sou eu para comparar-me,
Com tudo que você pode alcançar?
Justo a mim... O rei mais torto do universo,
Foste dar-se ao trabalho de amar!!!

Olha-me bem, ‘inda sou eu quem a procuro,
Por que sei que a solidão é o meu destino.
Sempre soube, desde os tempos de menino,
Não mais resisto! ... É ela meu futuro!!!
Nessa paga que a vida me oferece,
Me cobrando todo esse desatino,
Eu que tão elegante fui, e fino,
Moribundo, me recorro a esta prece.

Olha-me bem, seja feliz e não desista,
‘Inda que eu por essa dor... Morra!
Mas se eu for um dia tua conquista...
Não tenha medo; dei-me a mão... E me socorra!!!

Gilberto Magalhães
02/08/2011

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