sexta-feira, 4 de maio de 2012

PRECE

Deus é um ser mais poderoso.
Do que as afrontas que a vida nos oferece,
Salve a ele, orações e prece,
E o retorno será vitorioso.
Minha’lma agora quase se entristece,
Mas busco em meu pai um forte acalanto,
Ele é capaz de acalmar qualquer pranto,
E fazer o bem mesmo a quem não o merece.

Senhor ouça meus apelos aos amigos
Que o menino tenha força e sobreviva,
A água de sua fonte sei que é viva,
E nos livra dos males, dos perigos.
E u sou pai também senhor meu Deus!
E essa dor que ainda ronda eu te imploro,
Com a força desta oração em coro,
No milagre agarrado aos braços teus.

Minha amiga hoje sofre um tormento,
Olhe pelo filho que ela deu tanto carinho,
Só ti ó senhor é o caminho,
Que dará o perdão no firmamento.
Senhor é uma prece que te faço,
Sei que sou pecador e incorreto,
Mas humilde quero ter-te aqui perto,
E acalentar aquela alma num abraço.

Assim termino esse suplício humildemente,
Com a certeza que me ouves no esplendor,
Atenda senhor essa prece tão somente.
Pois tu é o mais puro e limpo amor!!!

Gilberto Magalhães
03/05/2012.  
      Aos amigos Wagner e Leide
Que Deus ilumine o menino Igor.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Amor Individual

Meu sentimento esta voando agora,
Uma vontade de chorar nem sei de onde,
Pois aquilo que o peito esconde
Nunca! Jamais jogarei fora!
Essa falta que eu sinto doutros tempos,
É quem fabrica essa ilusão incontrolável,
A dor passou no limite do aceitável,
E só reforça o baldão do sofrimento.

Sinto sua falta e, não é pecado!
Solidão a gente Acostuma quando vive,
Amor igual... acho que jamais eu tive,
Mas de efêmero deu-se por acabado.
Meu sorriso se esconde uma leveza,
Sua voz inda gravada em meu ouvido,
E tudo que depois tenho vivido,
Pois encontrar-te vou com toda certeza.

Pois se os mares mais revoltos se amansam,
E se a vida mais mendiga se enriquece.
Se todo aquele que é são sempre enlouquece,
E os sentimentos separados inda se amam.
Dos deboches destes versos tão cretinos,
Não há cura que me exponha uma virtude,
Pois se um dia te amar ainda eu pude,
Peço a Deus por novos ventos do destino.

Sei que nem pensas em mim ou estou errado?
Sei que fui e sempre serei uma lembrança,
Qual o primeiro amor de uma criança,
Que num velho baú se põe guardado.
Se um dia me olhar com paciência,
Verás rugas de amor que eu conquistei.
De todos os amores que um dia eu deixei,
Para então buscar-te na completa sapiência.

Digo isto, pois amor é individual!
É só meu e eu guardo com carinho,
Não vou morrer largado e sozinho,
Pois há amor para livrar-me deste mal.
Gilberto Magalhães

domingo, 22 de abril de 2012

POEMA SEM NOME DO REI SEM TRONO.

Meus versos continuam com tristeza,
Na saudade do que um dia eu deixei..
Tenho pagado com dor na aspereza,
Em toda culpa que um dia me culpei.
Quanto tempo ainda tenho nessa vida?
Debalde me calo e vou vivendo,
Encontrarei sozinho, a ilusão perdida?
Ou ficarei e pouco a pouco. ... Morrendo?

Esses olhos hoje enchem-se de umidade,
Nessa balda que insisto de chorar,
Tenho nas mãos minha real felicidade,
Nesse medo covarde de mudar.
Sempre fui o grande dono da verdade,
Que na verdade não sei para quê servia,
Todo rei um dia perde a majestade,
E a minha pro amor se renderia.

Hoje não sei qual a minha identidade,
Nem da coragem; minha maior virtude,
Perdi com o tempo minha vaidade,
Não creio que a essa ‘ltura tudo mude.
Não me culpe, não faço isso sozinho,
Defecando meu olhar de prepotência,
Desisti de encontrar o meu caminho.
De ter perdão ou ganhar mais sapiência.

Enfim nessa revolta onde me vejo,
Entraste tão linda e esperançosa,
Que eu num libertar de leve arpejo,
Fazer-te ia um dia mais ditosa.
Ora! Quem sou eu para comparar-me,
Com tudo que você pode alcançar?
Justo a mim... O rei mais torto do universo,
Foste dar-se ao trabalho de amar!!!

Olha-me bem, ‘inda sou eu quem a procuro,
Por que sei que a solidão é o meu destino.
Sempre soube, desde os tempos de menino,
Não mais resisto! ... É ela meu futuro!!!
Nessa paga que a vida me oferece,
Me cobrando todo esse desatino,
Eu que tão elegante fui, e fino,
Moribundo, me recorro a esta prece.

Olha-me bem, seja feliz e não desista,
‘Inda que eu por essa dor... Morra!
Mas se eu for um dia tua conquista...
Não tenha medo; dei-me a mão... E me socorra!!!

Gilberto Magalhães
02/08/2011

MADONA

Às vezes me pergunto com uma estranha angustia:
Quem sou eu que sofro tanto nesta vida?
Se lutei e luto com muita astucia,
É por que busco essa ilusão que vai sumida.
O amor existe. isso é um fato incontestável,
No entanto, se me foge uma certeza,
Porque me traz essa dor tão incurável,
Que não permite que eu veja a beleza.

Tenho visto com saudade o meu passado,
Tentando ver exatamente o que aprendi,
Se tenho sofrido todo o mal que já sofri,
Por que na escola então fui reprovado.
O destino com sua graça e piadelas,
De sacanagem faz-me rir da desgraceira,
Qual a maldita dama branca zombeteira,
Que outro poeta descreveu quem era ela.

Se não houver depois de tudo outra vida,
Que mentira tantas cousas que deixei,
Dos amores que a contragosto eu expurguei,
Para ser salvo lá no céu de aparecida.
Como saber se não voltaram pra contar,
Nenhum defunto, espirito ruim, alma penada,
Nem os demônios que me perturbam de madrugada,
Têm o bom senso de com calma me explicar.

Acho que aos poucos estou enlouquecendo,
E a poesia me despreza e abandona,
Me resta então a esperança da madona,
Que sonho em encontrar... me socorrendo.
Gilberto Magalhães
20/04/2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

BOAVENTURA

Bem aventurados os que vencem,
De tudo que o mundo oferece,
Covardes, são os que temem,
E pecados pagam-se em preces.

Não há desejo empatado,
Há talvez sentimento perdido,
O peito se encolhe... Coitado!
De tanto se ver impelido.

A tentação da carne é maldita,
Porem há também sentimento.
Resmungo de Deus a desdita,
Que tanto me traz sofrimento.

Amor? Que utopia mais profana!!!
Quem ama; se perde em agonia.
À vida de quem tanto ama...
...Só resta a poesia.

Gilberto Magalhães
Out/08

DIAS QUENTES

Tenho ficado desconcentrado,
Viajando em pensamentos derradeiros,
Sonho sim; às vezes acordado,
E esses são os piores pesadelos.

A vida me consome em dias quentes,
Não sei por que tanta ansiedade,
Aperto firme os lábios entre os dentes
Indignado com tantas maldades.

O peito às vezes dispara insano,
Falta de álcool. Sei lá o motivo,
Sinto-me na cruz do amor mundano,
Me esforço, não perco o juízo.

Em dias assim o tempo não passa,
O tic-tac é angustiante
A rima torna-se tal joia rara,
Parece que sempre é o mesmo instante.

Gilberto Magalhães
Dez/05

sexta-feira, 23 de março de 2012

O tempo cura dores e amores.
(Gilberto Magalhães) 

PIADINHA DE AMOR

Não sei o que devo dizer em desenganos
Não quero que me espere toda vida,
Talvez por uns cinquenta anos
Ou até quando for sua medida.
As canções que me oferece, eu as guardo,
E balbucio alguns versos distraído
As mudanças que me atingem. Não retardo.
Deixam-me bem menos iludido.

Sem gracinhas, a verdade me atinge,
Debalde já nem luta o coração,
Esse amor que me oferece o peito cinge,
Não pode ser somente atração,
Quando louco à noite suor e sonho,
Os meus delírios te ofereço com ternura,
Não sei do sentimento o seu tamanho,
E onde está o senso de loucura.

Essa angustia que hoje a inquieta,
É normal quando vem grande mudança,
Um misto de medo e confiança,
Tentando descobrir a hora certa.
Os amores de nós dois já se fundiram,
Não há mais como; é uma certeza,
Nossos lábios e os corpos se uniram,
Na perfeita ação de amor da natureza.

Gilberto Magalhães

quinta-feira, 22 de março de 2012

QUE SE RECORDEM DO AMANTE!!!

Ainda posso fazer versos, sem guardar a alegria,
Não sei por quanto tempo Deus me preservará,
Não sou dono da verdade, nem me julgo a revelia,
Do que o futuro me prometerá
Meu sentimento guardado aqui dentro de meu peito,
Só eu mesmo tenho culpa e o carrego,
Esse coração que insiste em bater tão imperfeito,
E causar tanta dor em meus apegos.

Aprendi, e não sei se é verdade,
Que na vida o tempo cura todas as dores,
Por fim que sofro tanto com maldades,
Que eu  mesmo busquei em desamores,
Ainda tenho tempo de pedir perdão sincero,
A todos que de modo fiz chorar,
Esse peso que carrego e desespero,
Não pedi pra que me amaste, nem pra amar,

Meus olhos agora choram uma saudade estranha,
Dos olhos que sofreram meus medos e pecados,
Sei hoje que foi uma dor tamanha,
E alguns deles sempre serão acabrunhados,
Minha vida se resume inexoravelmente,
A uma mesmice que criei em tantos leitos,
Acho que não fossem meus herdeiros, lentamente,
Morreria pagando os meus defeitos.

Se um dia eu não puder mais expressar pelas palavras,
Ou a caneta me usurpar o direito de sofrer,
Se Deus,   e até mesmo os demônios que me assombram,
Deixarem-me assim sozinho a padecer,
Não se lembre de mim mundo profano
Que minha morte ou resto de vida seja desimportante,
Se não fui ou sou, bom pai, filho ou marido,
Que se recordem de mim... minhas amantes.

Gilberto Magalhães

VOAR DA BORBOLETA

Vejo de  mim, um desespero incalculável,
Qual uma partida que nunca aconteceu,
Uma dor de morte, uma ferida incurável,
Num pesadelo de quem nunca adormeceu.
Sempre vivi, vivo e viverei,
Num alerta que me prepara ao prélio,
Acho que ainda não estou muito velho,
Mas minha experiência eu sempre usarei.

No momento da partida se reparti,
Quebra-se um coração que sonhou um dia,
Sai de uma feliz e mentirosa fantasia,
E junta risos de uma vida que nunca se dividi.
Num lençol amarrotado uma tristeza
Por acreditar que o amor jamais acabaria,
Essa dor que arrebata do peito a alegria,
E de que há Deus, nos rouba a certeza.

Num espelho qual uma máquina obsoleta,
Vejo arder o tempo em pés de uma galinha,
Do sofrimento e da dor que é só minha,
Dessas rugas que mais parecem ruas estreitas,
Não voei na vida qual um albatroz,
Mas ainda busco plainar com sutileza,
Reencontrar no peito a certeza,
Qual num lindo voo azul da borboleta.

Esse sentimento cognato da vitória,
Nunca tive se não nos nascimentos,
Pois nos amores somente sofrimentos,
Poucos e muito raros momentos de vanglória.
Aqui no meu peito um riso meio tímido,
Uma leveza que ainda não se explica,
A saudade que ainda no peito implica,
E o amor que um dia será infindo.

Não busco voar num kamikaze assalto,
Ou na vontade de jamais pousar um dia,
Nas notas de uma bela melodia,
Que leva o sentimento para o alto.
Ainda sonho em plainar sobre o planalto,
Ainda que sozinho e desamado,
 Serei por amor ao povo idolatrado,
E morrerei só por amor ter me entregado.
(Gilberto Magalhães)

quinta-feira, 15 de março de 2012

ARQUIVOS E MESAS

Entre mesas, arquivos e angustias,
Trago no peito meu amor encolhido,
Afasto da mente as dúvidas,
E o coração eu deixo escondido,
Faço versos e tento esquecer,
As ilusões que são hoje perdidas,
É a fórmula para não sofrer
Esses maltratos da vida.

Os arquivos são qual meu coração,
Guardando histórias de muita gente,
As do fundo, no pó não sumirão,
Mas, o tempo torna quase indiferente.
O peito é qual mesa fria,
Que organizada não tem relevância,
Nada se faz em mesa vazia
Nem no coração sem esperança.

As salas sem gente são mudas,
Qual coração sofrendo de amor,
Sentimento de força tão bruta,
Que transforma o riso em dor,
Por fim entre eles na solidão,
Encontro-me sem outro caminho,
Da esperança de que algum coração,
Me venha ofertar um carinho.

Gilberto Magalhães.
Ago/09

OUTRO MAL D'ALMA

Estou doente, bem constipado,
O peito enfermo perde a batida,
Doença d’alma no mal conquistado
E a enfermidade tem nome de vida.
Estou sofrendo ainda de pessoas,
De todas elas e do mundo,
Do trabalho, a cura cansada,
De ser mais um vagabundo.

Estou doente do que não existe,
Do vírus do poder concupiscente,
Sofre d’alma que é triste,
E do amor que me deixa doente,
Estou sofrendo dos ventos da tristeza,
Da dor da veia que pulsa cortante,
Com o bacilo da angustia que corta a beleza,
Estou morrendo da vida inconstante.

Estou doente, muito doente.
Não tenho AIDS nem hipertensão,
Tenho o desprezo que o mundo empreende,
E que faz parar o meu coração.
Estou doente da minha insistência,
No amor tal qual, câncer espalhado,
Metástase sim, mas de impaciência,
Estou morrendo de amor e pecado.

Estou doente... Mas minhas crianças,
Um pequeno remédio que me faz respirar,
Só respiro por de elas tirar esperanças,
De um dia da vida poder me curar.

Estou doente, muito afetado,
Pela voracidade do falso poder,
Estou putrefando qual desgraçado,
Que fenece mesmo sem morrer.

‘Alma não suportou todo peso,
Clamou Deus, buscou qualquer crença,
Não conseguiu me deixar ileso,
E sua prece... Não fez diferença,
Mesmo sem alma o corpo caminha
Estou doente do vazio eterno
Deixou-me ‘alma para salvar-se sozinha,
Subiu aos céus, escorregou ao inferno

“Estou doente, muito doente...
Não tenho gripe nem H.I.V
Tenho desejo, doença ardente
Do desejo de viver.”

Gilberto Magalhães
09/01/06