Entre mesas, arquivos e angustias,
Trago no peito meu amor encolhido,
Afasto da mente as dúvidas,
E o coração eu deixo escondido,
Faço versos e tento esquecer,
As ilusões que são hoje perdidas,
É a fórmula para não sofrer
Esses maltratos da vida.

Os arquivos são qual meu coração,
Guardando histórias de muita gente,
As do fundo, no pó não sumirão,
Mas, o tempo torna quase indiferente.
O peito é qual mesa fria,
Que organizada não tem relevância,
Nada se faz em mesa vazia
Nem no coração sem esperança.

As salas sem gente são mudas,
Qual coração sofrendo de amor,
Sentimento de força tão bruta,
Que transforma o riso em dor,
Por fim entre eles na solidão,
Encontro-me sem outro caminho,
Da esperança de que algum coração,
Me venha ofertar um carinho.

Gilberto Magalhães.
Ago/09