Ainda se espantam com a pobreza,
Tanto tenho visto. Já não me assusta,
Nos odores, no lixo, na aspereza,
Dos homens que usam força bruta.
Bando de hipócritas, ninguém se importa,
Um medo terrível de infecção,
Sabemos que a vida fechará muitas portas,
E o futuro deles, é a escuridão.
Vejo uma reunião de cultura,
Tenho rido muito, muito e tanto;
Não sabem o que dizem; é loucura!
Muito riso antecede o pranto.
Não tenham dó! Ninguém precisa.
Ofertem futuro ou possibilidade.
No meio do odor uma suave brisa,
Uma certa esperança... Felicidade.
Esse passeio infeliz, ideia maluca.
Não é um zoológico, são seres humanos!
Essa demagogia confunde minha cuca,
Não sabem a metade dos desenganos.
Acham que é um bicho?!
Mas, vejam. É uma criança!!!
Perdida brincando, no meio do lixo,
E vocês vêm dizer em esperança?
Você não é a madre Tereza!!!
Nem a escola uma fundação!
Não venham enfeitar no, lixo a beleza,
Quem vai ser a freira; que doe um tostão!
Desde os primórdios, começo da terra,
A lei do forte que manda em tudo.
Aquele que fraco sempre se ferra
Fica quieto, calado, bem mudo!
Vocês não sabem o que é pobreza!!!
Gilberto Magalhães
02/02/12
11:20h.
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